O mar…

É bom estar perto do mar…Não só para tomar banho em uma manhã de sol…mas para apreciá-lo de várias formas… e ângulos. A tradicional Plataforma de Atlântida talvez tenha sido um pouco esquecida por alguns… Inaugurada em 1971 na forma de um “T”, perdeu um de seus braços para a força do mar em 1994 (que resultou em reforços na estrutura do braço norte…) Mantida por uma associação de pescadores, cobra uma pequena entrada para quem quer visitá-la… (também há uma taxa para quem quer pescar). Observar de perto as ondas batendo contra os pilares (e lembrar o que elas já aprontaram…), faz sentir de perto a força da natureza. Mas um olhar diferente, pode nos brindar com a suavidade do balanço do mar…

Hidráulica

É como normalmente é chamada a Estação de Tratamento de Água Moinhos de Vento do DMAE no bairro de mesmo nome, bem perto da badalada Rua Padre Chagas. Suas atividades iniciara-se em 1904, mas sua inauguração só ocorreu em 1928. A arquitetura de seus prédios e torre com traços ecléticos positivista, se destaca em meio a agitação de sua moderna vizinhança. Indo ou vindo dos charmosos cafés do bairro em uma tarde de sol, vale a pena dar uma passeio por seus jardins inspirados no Palácio de Versalhes. Só não esqueça de mais da vida….se não você pode pensar que está em outro continente…

Médicas

A conquista do espaço das mulheres no mundo do trabalho, sempre foi uma tarefa árdua, mas realizada com muito amor e dedicação. Uma parte desta história é o que procura retratar a mostra Mulheres e Práticas de Saúde: Medicina e Fé no Universo Feminino do Museu de História da Medicina do Rio Grande do Sul, que trouxe vida a nova ao antigo prédio do Hospital Beneficiência Portuguesa. Inaugurado em 1870 e funcionando até hoje como hospital, o prédio é um exemplo da arquitetura colonial portuguesa, que abre espaços para a cultura e a história.
Com suas mostras e exposições, o Museu retrata diversos aspectos da profissão médica e da área da saúde, que nesta época do ano não podia deixar de homenager o universo feminino…Lá se podem ver objetos e painéis que retratam não só a trajetória das médicas, mas também das antigas parteiras e benzedeiras, que propagavam bem estar e calor humano onde houvesse alguém a ser assistido. Ao definir museus como “lugar de coisas velhas” talvez deixamos de apreciar algo interessante, relevante e muitas vezes curioso sobre um cotidiano que não vivenciamos….As vezes, um mergulho na história com um olhar mais cuidadoso, pode nos ajudar muito nos desafios do futuro…

Garças na praia

Elas não ficaram famosas no veraneio que se finda…(como as Corujas de Capão), mas não é tarefa difícil encontrar a Garça-Branca-Pequena (Egretta thula) em todo o litoral gaúcho e em outros lugares da América do Sul. Sempre na beira d`água (seja do mar ou de rios e lagos), se alimenta de peixes e moluscos que pesca com a agilidade de seu pescoço cumprido. Para a geração de seus filhotes porém, preferem os galhos das árvores…longe do burburinho da areia. Aliás é mais fácil vê-las quando a praia está mais vazia e calma, como nos fins de tarde ou fora da “temporada”. É quando elas dão um algo a mais (com sua plumagem branca e pernas e bicos negros), a imensidão do nosso litoral…