Os habitantes do litoral

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Antes de chegar a agitação do verão, o litoral gaúcho é calmo cenário para se apreciar o que muitas vezes não conseguimos perceber, na colorida diversidade de corpos e guarda-sóis. Em um momento que somente alguns turistas e também os moradores fixos, caminham pela orla, é possível apreciar com mais atenção a sua surpreendente fauna. E foi neste clima que presenciamos em Atlântida, as já comuns Garças-brancas-pequenas e os Pirus-Pirus com seu marcante e cumprido bico vermelho. E de certa forma eles convivem pacificamente em um espaço generoso entre a areia e o mar, e ainda o dividem com outras espécies como o simbólico Quero-quero, que também veio curtir o mar. E quando a prosa da praia enveredar para intermináveis polêmicas e esquentar mais que o sol do verão, talvez se possa propor para “falar de coisas amenas” ou “falar de passarinho”. E se lembrar das imagens que mostramos pra ti, onde as aves litorâneas simplesmente seguem o seu dia em busca de algo para comer. Não se incomodando muito com quem está ao seu lado…

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As expressões do Cemitério da Santa Casa

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São rostos de anjos, e de personagens que fizeram a história do sul, uma das principais atrações deste lugar incrível. As estátuas esculpidas caprichosamente, estão espalhadas em meio à jazigos e mausoléus, alguns de belíssima e marcante arquitetura histórica. O lugar das moradas eternas costuma ser visitado por aqueles que lá deixaram seus entes mais próximos, mas também pode ser um lugar atraente à simples contemplação. Em várias partes do mundo são considerados como pontos turísticos e recebem visitantes dispostos não só a apreciar sua arte, mas também a história e cultura dos povos que os ergueram. E aqui não é diferente, pois entrar neste cemitério que é um dos mais antigos da capital, é mergulhar na trajetória da política e da economia do Rio Grande do Sul e do Brasil. Afinal, é lá que foram enterrados, membros de famílias de grande influência na geração de riqueza do sul, mas também humildes cidadãos que estão somente identificados com placas numeradas encravadas no gramado. Em uma ala mais distante da entrada principal. Gentes que testemunharam a história e suas mudanças, pacíficas ou não. Marcadas muitas vezes por personagens que desejaram a eternidade, tentando deixar seu legado nestas obras onde exprimem seus pensamentos. Como o fez, no verdadeiro monumento onde dorme em paz, Júlio de Castilhos, definido por alguns como patriarca do Rio Grande por governar com mão forte. É lá que está escrito “Os vivos serão sempre e cada vez mais, governados pelos mortos.”

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