Sinos

O Rio dos Sinos recebeu este nome pelos seus “sinos” ou curvas que serpenteiam a planície entre a serra gaúcha e a região metropolitana de Porto Alegre. Mas suas curvas têm muita história para contar. Sua beleza natural encantou os primeiros imigrantes alemães que singraram suas águas até aportarem na Colônia de São Leopoldo, e continuam a presentear as novas gerações que se dispõe a conhecê-lo um pouco mais de perto. Castigado pela poluição industrial crescente dos últimos anos, o rio foi testemunha de um genocídio de peixes hà 5 anos. Com grande estardalhaço, a caça as bruxas começou, mas não se sabe ao certo se vai terminar, ou trazer resultados… De qualquer forma, parece que há vontade em fazer algo para cuidar melhor de suas águas. O saneamento da região avançou (um pouco…) e até um museu para divulgar sua riqueza deverá ser construído nas suas margens, aproveitando um antigo casarão. Pelo menos é o que diz a desbotada placa, abaixo de um telhado quebrado…

Igreja em Lajeado

 
Em homenagem a Santo Inácio de Loyollla, criou-se a paróquia no fim do século XIX cuja antiga igreja foi consumida por um incêndio em uma madrugada de 1953.  Em cinco anos, a comunidade ergueu um novo templo, que recém sofreu a sua primeira grande restauração. Uma igreja que vence contratempos e os sinais dos tempos, além de ser símbolo de persistência e fé de um povo, é como a vida que se renova a cada instante. Como as folhas do outono que caem, e deixam a amostra os galhos do inverno, a espera da renovação da primavera…

Corujas do Verão e do Inverno















As da praia também estão na serra… Deve ser para aproveitar o inverno que se inicia hoje. As famosas corujas buraqueiras que fizeram sucesso no verão de 2008 (falamos delas em Corujas), se estabeleceram definitivamente como uma atração dos verões gaúchos. Mas não é só tomando um sol na beira da praia que podemos encontrá-la. Em Gramado na serra, ela também pode ser vista curtindo um friozinho… E saindo um pouco do seu buraco, para parar em uma perna só em cima de um poste qualquer….

Vila Belga

E os belgas da Cia Auxiliare saíram de seu pequeno país, atravessaram o oceano para construir e administrar linhas e estações de trens no Rio Grande do Sul. E para servir de sua moradia no começo do século XX, um conjunto de 84 casas em estilo eclético com elementos de art nuve foi erguido próximo a Estação Férrea de Santa Maria da Bocca do Monte. O tempo passou e os trens também. O que era o principal transporte de uma época e que fez a central cidade gaúcha dar um salto populacional, foi definhando até se limitar ao transporte de cargas. Mas a vila segue lá com suas casas coloridas, e suas ruas de pedra. E vai continuar assim por iniciativa da prefeitura que está revitalizando o local, juntamente com a Estação de Trem. Certamente será muito convidativo caminhar por suas ruas com calçamento original,  conhecer um pouco mais da história destes pioneiros e apreciar as belezas de seus recantos…
Vídeo Institucional da Prefeitura

Igreja Cristo Rei

Atrás dos traços das árvores da praça, a fachada da Igreja Cristo Rei, banhada pelo entardecer do outono, adquire uma intensa cor alaranjada. Com  40 metros de altura, não é difícil de encontrá-la em Bento Gonçalves junto a praça das rosas, bem perto da antiga estação de  trem.Construída em estilo gótico nos anos 50, possui três altares em seu interior além de obras do escultor alemão Alfredo Staege. É dele uma pia com fonte da água benta, sustentada por anjos, localizada em um dos lados da nave. O seu formato triangular, parece apontar para o céu…  Como a araucária da praça…

Nuvens Românticas

Para curtir o romantismo a dois, nada melhor que o clima de aconchego do outono e do inverno. É como se o calor que buscamos no fogo e nos ambientes internos, aquecesse não só os nossos corpos, como também nossos corações. E a emoldurar este sentimento, a natureza está aí com suas surpresas como estas “nuvens que caíram no chão”, do Vale do Quilombo em Gramado. Afinal, nem só de radiantes dias de sol vivem as paixões. Nestes tempos de cinzas de vulcões que atravessam continentes, vale olhar com mais carinho para outras cores ao nosso redor.

Flores no Outono

Nem só de folhas que secam e caem, vive a estação. Em muitos pontos da rota romântica, o cuidado ao planejar um canteiro com flores considera as nuances de cada época do ano. Herança da imigração alemã, que passou de geração em geração a vocação para emoldurar suas casas e sua história, com cores e vida. É assim no Parque do Imigrante em Nova Petrópolis, onde o visitante  sempre encontrará um cantinho colorido a apreciar.