Dunas em Jardim Atlântico

Neste pequeno balneário gaúcho (assim como em outros) os fortes ventos carregam a areia fina por vastas regiões invadindo campos e matas. E formando montanhas. Nem sempre muito altas, mas com formações interessantes que permitem um bom exercício, principalmente em momentos que o sol não castiga tanto. Evitando assim, a sensação de se estar em um deserto interminável. A poucos quilômetros de Torres, Jardim Atlântico é um local preenchido basicamente por casas de veraneio, com uma praia semelhante a quase todas as outras deste pedaço retilíneo de litoral. Mas é quando a malha urbana termina em direção oposta do mar, que surge uma área vasta com montanhas de areia fina, que se mescla com pedaços de vegetação formando uma paisagem única. As subidas e descidas moldadas naturalmente convidam a deslizá-las com auxílio de pequenas pranchas, rasgar caminhos com motos e quadriciclos motorizados ou mesmo descer correndo afundando o pé na areia, os seus íngremes declives. De quebra, vez por outra pode-se testemunhar singelas e estranhas esculturas de autoria do sempre presente vento, principalmente o que vem de nordeste. Todo isso, com um cenário da serra do mar ou fundo. Que muitas vezes convida para um belo entardecer…

A Fonte Imperial e do casamento.

Em Santo Antônio da Patrulha, a fonte inaugurada em 1847 é um dos belos recantos desta cidade gaúcha, que possui fortes traços de colonização açoriana. E Santo Antônio bem se sabe é considerado o santo casamenteiro. Pois em tempos mais remotos, os que levavam o gado dos pampas para o centro do Brasil paravam por ali, para matar a sede antes de encarar a subida da serra e seguir pelo planalto. Eternos viajantes, os tropeiros eram também os que traziam na volta, mercadorias e histórias de lugares distantes. E que de certa forma encantavam e atraíam as donzelas do lugar, muitas delas controladas rigidamente por seus pais. Talvez por isto que se passou a dizer em toda a cidade, que aquele que beber de sua água, fatalmente casará com alguém dali. Sua construção foi idealizada por Dom Pedro I, que em 1826 pernoitou na vila e se preocupou com o abastecimento de água da sua gente. Mas mal sabia o nobre, que além de matar a sede, alimentaria sonhos. Dos cansados carreteiros que queriam finalizar a sua saga de estrada, e se aquerenciar naquele belo lugar. E de inspirados corações daquelas moças, que observavam cautelosamente a vida passar por trás das cortinas de renda de bilro. Pedindo ao santo em oração, que os que descansavam na sombra daquela fonte, tomassem coragem para pedir-lhes a mão.

Quer conhecer este lugar pessoalmente? Então vem com a gente no nosso passeios: Santo Antônio e Osório – Açorianos nas Lagoas