A paisagem da Balsa de Maquiné

Que como muitas do litoral norte gaúcho, são deslumbrantes. A balsa que atravessa o Rio Forqueta próximo à sua foz na Lagoa dos Quadros, é um lugar que merece muito mais.  Não só pela travessia em si, algo que complementa uma aventura de carro por estradas de chão, mas pelo ambiente de paz e tranquilidade oferecido pela magnífica paisagem. As águas límpidas e o campo verdejante com o Morro Alto como pano de fundo, formam um cenário idílico que vale a pena admirar com mais atenção. Mas é preciso entrar nas estradas rurais da região. A partir da ERS 387 que liga a saída do município de Xangri-Lá à BR 101, se pode em um ponto ainda pouco sinalizado, entrar em uma singela estrada de terra e singrar cerca de 6 Km em meio ao campo até chegar à travessia. Sempre na companhia do Morro Alto e da Serra do Mar. Neste sentido, depois da travessia se pode chegar até a BR 101, preferencialmente pelo caminho mais longo. Novamente por chão batido, o convite é para contornar o Morro do Cantagalo e apreciar a ampla vista da Lago dos Quadros, com os edifícios de Capão da Canoa ao longe. O lugar talvez ainda seja pouco conhecido, mas tentativas de mostrá-lo não faltaram. Um artigo da grande mídia de 2010, falou sobre ele e despertou nossa curiosidade. Demorou, o tempo passou depressa demais, mas chegamos lá e desfrutamos de algo a ser apreciado por muitos outros… Dê uma olhada no mapa, para saber como tu faz este passeio, ou fale conosco para mais dicas. O importante é ir, e apreciar estes paraísos que preenchem uma região fascinante…


Camaquã em restauro

Igreja Matriz São João Batista

Esta bela cidade gaúcha próxima a Lagoa dos Patos está neste janeiro de 2019 em franca recuperação de seu patrimônio histórico. Uma excelente notícia em tempos difíceis. E é em torno de uma das praças da cidade onde se concentra esta riqueza arquitetônica.  Os centenários prédios da Igreja Matriz de São João Batista, do antigo prédio da Prefeitura e o da Câmara de Vereadores estão localizados um ao lado do outro, e compõe o conjunto que deverá ficar como novo. Mas há mais. O antigo Cinema Coliseu erguido em 1914 na mesma praça, e o Forte construído para ser a moradia de Zeca Netto, importante personagem da política riograndense algumas quadras dali, são outros lugares e que estão com a manutenção em dia. O cinema é utilizado para apresentações culturais e eventos sociais, que atraem e agregam a comunidade. Já o prédio do forte abriga um museu contando a história deste personagem da revolução federalista em fins do século XIX. Mas o seu acervo interno também estava em manutenção neste começo de ano. Seguimos rodando o Rio Grande do Sul para desvendar lugares como este com história para contar, e algumas vezes nos deparamos com dificuldades para manter de pé, estas belezas singulares. Ao ver que está em marcha nesta cidade da Costa Doce, melhorias significativas para presentear os visitantes e moradores, fazemos questão de registrar o momento. E é claro, voltar lá quando tudo estiver pronto para trazer mais imagens…

Prefeitura Municipal

Câmara de Vereadores

Cinema Coliseu

Forte Zeca Netto

Algas (e águas) verdes na Lagoa dos Patos

É um fenômeno natural, com alguma influência humana. Assim como a cor de chocolate relativamente comum no litoral norte gaúcho, esse outro tipo de alga muda intensamente a cor das águas nas margens da Lagoa (ou laguna) dos Patos. O fenômeno recorrente voltou a aparecer este ano em partes da praia de Arambaré, um dos locais preferidos de veranistas na chamada Costa Doce do Rio Grande do Sul. O calor é o grande causador da floração destas algas, mas não se pode descartar que a presença de matéria orgânica, proveniente de esgotos domésticos tenha de alguma forma contribuído. O curioso caldo verde, entretanto, não afasta os banhistas desta praia do “mar de dentro”, que escolhem as calmas águas do lugar para espantar o calor. Mas assim como o mar, as condições de balneabilidade são constantemente fiscalizadas por órgãos competentes para tal, que indicam onde se pode dar aquele mergulho de forma segura. Ainda temos mais imagens de outros pontos desta praia e neste mesmo dia, sem o fenômeno. Incluindo algumas em preto e branco, pois as nuvens teimaram em não sair da frente do sol…

A velha Plataforma de Atlântida

Pois já faz alguns anos que ela tem recebido pescadores que querem avançar no mar. Desde 1971 eles utilizam a estrutura inicialmente construída em foram de T, para fisgar os peixes do jantar. Mantida por uma associação de praticantes desta atividade, cobra um pequeno ingresso de quem quer apenas visitá-la e apreciar as ondas indo de encontro aos pilares. Ondas que com o passar dos anos acabaram por derrubar um de seus braços em 1994, mudando o seu formato para a letra L. Mas não só de peixes vive o local. A influência da construção no fundo arenoso, acaba por propiciar ondas de melhor formação atraindo surfistas que tentam domá-las, muitas desviando de linhas provenientes das varas que estão lá em cima. Em um conflito nem sempre pacífico entre estes usuários. Mas é em dias de muito vento, que tem aparecido ali e também em vários outros pontos do litoral, um número expressivo de praticantes de Kitesurf. O esporte onde se corta a água em cima de uma prancha sendo impulsionado pela força dos ventos, tem ganhado mais adeptos nos últimos anos, se tornando mais uma entre as várias atividades do verão. Este verdadeiro símbolo desta praia que se destaca na paisagem, está rumando ao cinquentenário sendo constantemente reforçado, para vencer a força do mar. Enquanto testemunha o ir e vir dos que buscam as mais variadas formas de lazer no seu entorno… É claro que voltaremos lá (sempre voltamos) para mais imagens… De outros ângulos.

A longa Lagoa de Itapeva (ou Itapeba?)

Pois a palavra tem origem na língua Tupi-guarani sendo a soma de Itá (pedra) e peb (achatado). O uso do “v” talvez seja influência espanhola, pela pronúncia desta letra entre vogas com sonoridade parecida com o b. Não podemos esquecer que em momentos passados, quem circulava pela região além dos índios eram exploradores tanto portugueses quanto espanhóis. Mas é provável que o motivo que levou a escolha deste nome, tenha a ver com o formato desta que é a maior da região. São 30,5 km de extensão por no máximo 5 km de largura. Encravada entre o mar e a serra gaúcha, já foi importante meio de ligação entre Porto Alegre e Santa Catarina em tempos de estradas de difícil trânsito. Mas hoje, as navegações esportivas e a pesca são as principais atividades em suas águas. E é claro que há potencial para muito mais, e alguns estudos estão sendo realizados para dotar suas margens de estruturas adequadas para receber variadas embarcações. Isto poderia fomentar não só o turismo de lazer como também facilitar a ligação entre Três Cachoeiras e Arroio do Sal, dispensando o contorno da lagoa por terra. Mas independente do seu uso, certamente os que se deslocarem por suas águas serão presenteados com uma paisagem magnífica. Com a imponente serra do mar a vigiar de perto a sua jornada.

Mais uma cascata dos Bugres

Esta fica em Alto Feliz/RS. E os bugres, nada mais eram que os índios que vagavam por serras e vales gaúchos antes da chegada dos europeus. Com avança da colonização, principalmente italiana e alemã em terras mais íngremes, os encontros (muitas vezes não pacíficos) entre estas duas civilizações acabaram sendo inevitáveis. Talvez seja por isso que quedas d´água com cavidades ou cavernas associadas, tenham sido denominadas como sendo destes sul-americanos primitivos. Esta, recebe as águas de um afluente do Rio Caí, que vai encontrá-lo mais de 5 km abaixo em Vale Real. Para chegar até ela é preciso andar 4 km de estrada de chão a partir de Alto Feliz, para depois se embrenhar em trilhas na mata nativa. A descida até a base convida a se ter cuidado com a declividade acentuada do terreno, mas a vista plena da queda compensa… Mas é lá no alto, sem a necessidade de uma caminhada mais extensa, que se pode acessar uma cavidade baixa em meio as pedras e se posicionar atrás da queda. A semelhança de outras cascatas de maior porte, como o Salto Ventoso de Farroupilha. O vislumbre deste fenômeno natural já vale a visita, para apreciar mais esta bela obra da natureza e imaginar a vida desta gente que já vagava por aqui há mais de duzentos anos…

Dunas em Jardim Atlântico

Neste pequeno balneário gaúcho (assim como em outros) os fortes ventos carregam a areia fina por vastas regiões invadindo campos e matas. E formando montanhas. Nem sempre muito altas, mas com formações interessantes que permitem um bom exercício, principalmente em momentos que o sol não castiga tanto. Evitando assim, a sensação de se estar em um deserto interminável. A poucos quilômetros de Torres, Jardim Atlântico é um local preenchido basicamente por casas de veraneio, com uma praia semelhante a quase todas as outras deste pedaço retilíneo de litoral. Mas é quando a malha urbana termina em direção oposta do mar, que surge uma área vasta com montanhas de areia fina, que se mescla com pedaços de vegetação formando uma paisagem única. As subidas e descidas moldadas naturalmente convidam a deslizá-las com auxílio de pequenas pranchas, rasgar caminhos com motos e quadriciclos motorizados ou mesmo descer correndo afundando o pé na areia, os seus íngremes declives. De quebra, vez por outra pode-se testemunhar singelas e estranhas esculturas de autoria do sempre presente vento, principalmente o que vem de nordeste. Todo isso, com um cenário da serra do mar ou fundo. Que muitas vezes convida para um belo entardecer…