Neve Artificial

Uma pequena aldeia com neve acumulada… Em Gramado… Pelo menos é o que está em um projeto idealizado por um gaúcho em fase de captação de recursos para a sua execução. A neve artificial produzida pela combinação de temperatura baixa, ar, água, nitrogênio e eletricidade, será espalhada sobre uma aldeia que imita a antiga cidade serrana. Uma reportagem (que não encontramos na internet) foi publicada nos dois principais jornais do estado no último dia 28, contando os detalhes deste empreendimento que promete. A criação de ambientes artificiais para se tornarem atrações turísticas, é louvável. É assim em outros lugares do mundo. A neve artificial compensará o fenômeno natural, não tão comum como alguns visitantes desavisados podem pensar. E a aldeia antiga aldeia valoriza a história do lugar e do estado, permitindo conhecer um pouco mais de sua arquitetura original. A criatividade e inventividade destes empreendedores, deve servir de exemplo para outras iniciativas que valorizem o que temos de bom. 

A Casa do Imigrante

Que fica ali na Feitoria em São Leopoldo, e hoje é um museu da Imigração. E é nesta casa de estilo português construída em 1788 (e posteriormente  germanizada em uma reforma) que os 39 aventureiros que atravessaram o mar oceano, passaram a primeira noite antes de iniciar sua nova vida na América. Os colonos alemães que chegaram em um 25 de Julho há 187 anos, ocuparam, antes de receberem seus lotes, a ex-sede da Feitoria do Linho Cânhamo, empreendimento estatal do então Império do Brasil destinado a plantação de matéria prima para cordas de navios. O atual museu conta com um rico mobiliário que retrata diversos ambientes domésticos, comerciais e sociais das colônias alemãs, que ajudam a desvendar a saga desta gente. Lá está um balcão e armário de uma típica venda colonial, além de camas com colchão de palha de milho, fogão à lenha, e até uma geladeira de madeira que funcionava com barras de gelo na parte superior. Roupas e fotografias antigas também podem ser apreciadas para entender um pouco mais dos costumes de épocas passadas. Mantida pelo Museu Visconde de São Leopoldo (possuidor de outro rico acervo e cuja ampliação deve ser anunciada hoje), a casa está abrindo excepcionalmente neste mês de Julho também nos finais de semana.  Normalmente só atende as quintas ou com agendamento devido a dificuldades no atendimento, as quais são em muito superadas por voluntários. Mas dificuldades mesmo, passaram os pioneiros de 1824 ao enfrentar às agruras de uma viajem de alto risco para recomeçar uma vida. A visita a este tipo de museu ajuda a entender os primeiros anos da colônia, mas só recorrendo a imaginação para entender a emoção do momento da chegada ao novo mundo…    

O solavanco do barco encalhando na margem lhe deu um pequeno susto. Não podia acreditar. Chegaram. Não conteve as lágrimas, e desandou em um choro infantil. Helmuth ao seu lado, lhe abraçou de forma suave afagando seus longos cabelos claros, mas não conseguiu dizer nada. Seu olhar era fixo naquela terra. Sua nova terra. Haviam chegado a Colônia de São Leopoldo.


Água que Deus manda

Como diria minha vó… As chuvas de Julho estão realmente torrenciais, invadindo casas e ruas. A essencial água de que tanto falamos aqui, com seus belos espetáculos, as vezes exagera e causa transtornos. Como muito bem registrado neste vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=g2eVRqaIV1Y&feature=related Pois esta torrente urbana foi provocada pelo Rio Ca, ao passar por um bairro de Feliz, no coração do Vale da Felicidade. Na mesma região onde recentemente  mostramos uma bela cascata formada por um de seus afluentes. Na natureza, na história, na vida… Nem sempre tudo é um mar (ou um rio) de felicidade e tranquilidade….

Fé em Padre Reus

Um local de peregrinação e fé. Assim pode ser descrita a imponente igreja de Padre Réus, construída entre as décadas de 50 e 60 do século XX. O alemão de Pottenstain João Batista Reus que está sepultado na própria igreja, nasceu e  morreu no mês de Julho, que é quando acontece a romaria, reunindo os fiéis que aguardam a anos a beatificação do padre. Localizada em São Leopoldo no início da Rota Romântica, este templo de linhas curvas possui um dos maiores painéis em mosaico do mundo construído em ladrilhos. Nele há uma cena apocalíptica que impressiona por sua grandeza, valendo a visita nem que seja para uma breve contemplação dos desenhos. Mais um exemplo dos bons atrativos que temos, que, melhor divulgados, podem ser mais apreciados e trazer muito mais do que fiéis. Quem sabe o cristo da figura não está indicando o caminho para um novo tempo…



Natureza e História em Mata – e o Turismo?

Já faz mais de três anos (entre idas e vindas) que buscamos divulgar o potencial turístico do patrimônio natural e histórico que temos aqui perto, e que vale a pena visitar ou pelo menos conhecer melhor. Pois pensamos que podemos muito mais…. E achamos que vamos chegar lá, podendo sim alçar ousados vôos… Afinal, outros lugares do mundo já estão em um patamar bem mais avançado de estrutura, com atrativos as vezes de igual valor com o que temos aqui.  Foi o que o meu amigo Walter Hasenack concluiu, na postagem Ah se fosse na Europa…  do seu blog. Lá ele dá valor ao sítio paleontológico de Mata no centro do estado, que vai exatamente de encontro ao que valorizamos aqui neste espaço. Um lugar fantástico como este, merece mais atenção…. E excursões, e livros, e museus, e hotéis…..

Cascata em Alto Feliz

Fica em um dos caminhos do Vale da Felicidade, subindo a serra em direção a esta pequena cidade no limite da colonização alemão com a italiana. Na região dos vales e da serra gaúcha há incontáveis quedas d’água de belezas incomparáveis como esta, mas o acesso nem sempre muito fácil, restringe sua popularidade aos mais aventureiros. Mas neste caso, nem é necessário encarar uma trilha pelo meio do mato, pois ela fica na margem da estrada asfaltada que liga a RS 452 a Alto Feliz. E tem até uma escada para acessar o lago que se forma com a queda. Um recanto mais que belo. Um presente para um momento de contemplação, e reflexão sobre tudo o que nos cerca. A começar sobre o que diz na placa: “A natureza é grande nas coisas grandes e grandíssima nas pequeninas”.  

Geada

Frio de “renguear cusco”… ou pingo. Os pobres cavalos nas proximidades da estrada em São Sebastião do Caí, no Vale da Felicidade, caminham sobre o gelo procurando um verde para comer. Tem sida assim nestas manhãs de Julho. O clima favorável, tem proporcionado o fantástico espetáculo do embranquecimento dos campos. Mas talvez os equínos não apreciem a geada, estando mais preocupados em esperar que o sol derreta o gelo, e eles possam desfrutar do seu café da manhã …