O histórico cais de Montenegro


Fundamental. Assim era o Rio Caí para se chegar ao interior do Rio Grande do Sul em outros tempos… Por suas águas, que desembocam no Guaíba subiram e desceram muito mais que barcos repletos de gente e produtos. Circularam esperanças em um futuro melhor, a maioria delas motivadas por sonhos trazidos por aqueles que queriam fazer a América. Portugueses primeiro e alemães depois, as famílias de imigrantes europeus foram chegando e colonizando as suas margens. E um cais se fez necessário construir em 1904 na cidade de Montenegro, para organizar o intenso vai-e-vém dos diversos tipos de embarcações, e também para conter a fúria das enchentes. Mas a roda da vida seguiu girando fazendo surgir o trem e depois as estradas e seus carros e caminhões, deixando o rio e seu cais em segundo plano. A população, porém nunca o deixou de lado, e seguiu aproveitando toda a beleza da sua paisagem…


3 Torres na paisagem do Vale do Caí

Em meio à beleza desta próspera região do sul, as torres de antigas e artísticas igrejas dão um ar especial ao panorama que se vislumbra, apenas chegando a uma rua mais alta. Afinal, em cidades com altos e baixos não é preciso se aventurar em morros da redondeza para apreciar uma vista interessante. Escolhemos 3, de 3 cidades diferentes, que  observadas do lugar certo são flagradas encravadas em meio às montanhas do fundo do vale. A Igreja São José de São José do Hortêncio acima, a da Purificação em Bom Princípio e a dos Três Mártires Rio Grandenses em Presidente Lucena, nesta ordem logo abaixo, são como joias a enfeitar as pequenas e simpáticas comunidades que as abrigam e valorizam cada vez mais sua arquitetura. Os visitantes agradecem ao observá-las de longe, mas também ao chegar mais perto para apreciar seus ricos detalhes externos e internos. Que merecem outras postagens…

O lilás dos Jacarandás de Porto Alegre


Quando novembro se avizinha no horizonte, as arborizadas ruas de Porto Alegre vão ganhando uma cor toda especial. O simpático lilás que preenche os galhos dos jacarandás inundam os olhos dos passantes, sejam pedestres ou motoristas. Impossível não perceber. Sua característica cor ganha variados tons conforme a luz incidente. E o fim de tarde ou começo de uma manhã de sol, acabam por ser especiais para lhe conferir ainda mais beleza. Espalhados em vários bairros da cidade, também estão presentes no centro histórico, incluindo a tradicional Praça da Alfândega onde nesta época do ano acontece a Feira do Livro. Um dos maiores acontecimentos culturais do sul, atrai inúmeros visitantes a procura das ideias e das utopias contidas nas páginas de milhares de obras. Mas também os que querem tão somente aproveitar um passeio agradável, debaixo do belo espetáculo lilás…





O belo Cemitério da Santa Casa

O dia de finados leva muitos aos cemitérios para amenizar a saudade de quem lhe faz falta. E em alguns lugares como no Cemitério da Santa Casa em Porto Alegre, a arte e arquitetura enriquecem ainda mais esta lembrança. Os mausoléus de grandes personagens, e também de grandes fortunas familiares, contam um pouco da trajetória do povo gaúcho e brasileiro. Basta uma rápida circulação por seu corredor principal, para presenciar um pouco da história do sul. A arte por trás das delicadas esculturas, de figuras humanas, de anjos e de santos, caprichosamente esculpidas muitas vezes em pedras nobres, são um interessantíssimo atrativo. Visitar o lugar com os olhos livres dos sentimentos de perda, pode se tornar um passeio agradável e marcante, mesmo compreendendo a tristeza por trás das obras. É assim, em muitas partes do mundo. E no sul, este cemitério em particular, pode ser uma referência para se entender não só a herança deixada por aqueles que ali jazem, como um pouco da saga do povo que construiu uma bela região.