
O antigo prédio erguido em 1864 em Cachoeira do Sul foi usado ao longo de décadas para os mais diversos fins, incluindo um lugar para presos. Também sede do poder público em alguns períodos, a imponente construção foi restaurada depois de anos fechada, para receber o interessante Museu Edyr Lima.
E uma das ênfases do lugar é contar a história de personagens da cidade que foram relevantes ali e em outros lugares. A começar pelo médico que dá nome a ele, um pioneiro colecionador de objetos antigos que fazem parte do acervo. As mulheres também estão em evidência, incluindo a Cabo Toco, que viveu na cidade, mas foi fervorosa combatente na Revolução de 1923, disfarçada de homem… Também Dinah Pereira e Rita de Cássia Barbosa, mulheres que se envolveram com a cultura do município estão em destaque, incluindo estátuas e bustos delas. Nesta mesma sala frontal está uma mesa onde Vicente da Fontoura (nome de rua até mesmo na capital gaúcha) teria sido esfaqueado durante uma contagem de votos…


Em outra sala que faz homenagem à Lya Wilhelm estão referências à imigração germânica que também contribuiu com a cidade e região, e à primeira casa da cidade… Até mesmo uma antiga bíblia escrita em letra gótico de 1750 faz parte da mostra. Ao lado na sala que já foi gabinete dos intendentes está um cetro que teria sido dado de presente ao imperador, mas que ele acabou não levando de volta ao Rio de Janeiro, após visita a Cachoeira…



Em outro ambiente, são retratadas as histórias dos jornais da cidade, e também dos dois cinemas existentes em parte do século XX. Além de referências a passagem do trem por ali, relembrando a estação central, demolida nos anos 1970…


Os artistas locais e suas obras que mostram esta comunidade com tanta história têm um espaço destacado no corredor, que dá acesso então, ao local onde era a cadeia. A sala com teto arredondado possuía apenas uma pequena abertura no teto e outra na parede… E ambas seguem ali como testemunho desta época, em que o chão era de terra em uma ambiente severamente insalubre… Uma janela maior e um piso foram colocados na restauração para que o local possa ser utilizado atualmente para os trabalhos de manutenção do acervo…


E não só a coleção de objetos que conta a história, como também o próprio prédio estando como novo em ponto central. Afinal, ali funcionou a Intendência, a Câmara Municipal, Tribunal da cidade, delegacia entre outros usos, desde a data de 1864 que está estampada lá no alto… Dizem que Dom Pedro II na sua passagem por ali, teria sugerido ainda que se instalasse ali uma enfermaria para os feridos na Guerra do Paraguai…
Em frente à vistosa construção, um monumento também restaurado com belas estátuas, foi um dia um antigo chafariz, chamado Château D’Eau (Castelo de Água em francês) que já mostramos por aqui e voltaremos para mostrar com mais atenção. Junto com a Igreja da Conceição do outro lado, estas três construções formam um trio marcante que de certa maneira simbolizam a cidade. Que cada vez mais tem lutado para preservar e valorizar o seu rico patrimônio histórico, que tem muito mais a mostrar e contar…


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