
Bem perto da subida para a Serra Gaúcha, a cidade de Taquara possui um patrimônio histórico que merece atenção. Uma série de prédios, boa parte dedes restaurado, possuem histórias tão ricas quanto os detalhes de suas fachadas. Empreendimentos particulares, públicos e outras instituições viveram ali, parte da sua trajetória, principalmente nos séculos XIX e XX.
As restaurações mais recentes chamam a atenção por sua pintura externa, como é o caso do hoje chamado Solar Pina de 1909, o prédio onde funcionou a Joalheira Lauben ou mesmo a casa Ebling e Fleck hoje ocupados por outros empreendimentos comerciais… Mas é numa das esquinas centrais da cidade que um dos primeiros prédios a serem erguidos na região em 1882, está recebendo obras de recuperação no ano de 2023. É a antiga Casa Vidal, que faz referência a Henrique Vidal que começou como balconista da então casa comercial de José Muller, mas acabou prosperando, adquirindo o negócio, e foi ainda eleito prefeito nos anos 1950.





Mas quem centraliza de certa forma todo este patrimônio é o centenário prédio onde fica a prefeitura. O Palácio Diniz Martins Rangel, construído em 1908 faz homenagem a um prefeito que teria governado a cidade por 20 anos. Foi ele o proponente da estrada de ferro que ligaria Novo Hamburgo à Taquara, e também da criação dos distritos de Três Coroas, Parobé e Gramado, hoje prósperos municípios vizinhos… Também em frente à praça central da cidade, estão os prédios do então Banco da Província inaugurado em 1918, e o Club Commercial ali ao lado, que mantém esta grafia na sua fachada…







É na Rua Tristão Monteiro, porém que uma série de casarões residenciais e comercias desfilam suas belas e históricas linhas arquitetônicas. Estão lá a Casa dos Dois Leões, por ter duas estátuas destes animais que um dia sediou o comércio dos Dienstmann, a Villa Ernestina que faz referência a Ernestina Bard e a antiga casa Renck, que chegou recentemente a sediar o Museu Municipal. Há outras mais é claro, e cada uma delas merecia ter sua trajetória detalhada e devidamente valorizada… Também nesta rua há um posto de gasolina onde a lavagem de carros é realizada na antiga plataforma da estação de trem da cidade… Neste empreendimento existem também murais com pinturas fazem referência a este passado já um pouco distante…







E nossa volta rápida por esta riqueza se encerrou (o menos para colocar neste conteúdo) no Clube 5 de Maio, erguido em 1928 (e mostrado no vídeo…). Antes mesmo de ser construído o prédio o clube já existia e lá só se falava alemão. Ao menos antes das duas guerras mundiais, pois em um segundo momento, a língua dos imigrantes que tanto contribuíram para o nosso desenvolvimento foi proibida de ser falada no Brasil…
As histórias e os belos detalhes destas construções são um convite a uma caminhada atenta para conhecer a pujança de uma época. Mas mais do que isso, são inspiração para se buscar a recuperação e valorização deste patrimônio como já vem acontecendo. Desempenhando assim papel importante no desenvolvimento econômico desta marcante região do Rio Grande do Sul.
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