Se na sexta santa os católicos comem peixe, falemos deles que são trazidos por este parente dos golfinhos. Isto mesmo! Antes que o Rio Tramandaí, na cidade de mesmo nome, encontre as ondas do mar, simpáticos e por que não, prestativos botos colaboram com pescadores que jogam suas tarrafas na busca da tainha. Os movimentos do mamífero aquático encurralando cardumes na barra do rio facilita o trabalho de homens que dedicam suas vidas a tirar das águas o seu alimento. E também a dos próprios botos que se valem do agito da rede para saborear sua refeição. Esta relação natural que vem passando de geração em geração, é objeto também de pesquisas e estudos. Com direito a placas explicativas junto aos molhes de Imbé na outra margem, onde se pode observar este fantástico compartilhamento. Mesmo que algumas vezes seja difícil ver aflorar na superfície, este verdadeiro companheiro de labuta dos que ficam na areia, e que muitas vezes lhe dão até carinhosos nomes. Uma experiência para ser vivida, antes ou depois de saborear o tradicional pescado, deste final de semana de feriado…