Muito frio


Ontem nevou. Hoje teve geada e cerração com temperatueas menores que zero na altitude da Serra Gaúcha… E o inverno vai pegando pra alegria dos turistas que invadem  o sul. Compartilhamos no Facebook um vídeo da singela mas tocante queda dos tão aguardados flocos de neve. E a caminho de Gramado onde estamos, captamos esta pequena amostra da cerração no Vale. Mas ainda tem a geada de hoje e muito mais inverno. E frio…

Belas paisagens da Ferrovia do Trigo


Que podem ser vistas por um passeio de carro é claro, por que pelos trilhos, só se tu fores o maquinista do trem de carga que de vez em quando passa por ali. Ou se aventurar em caminhadas arriscadas e atualmente restritas, para apreciar além de cenários espetaculares, túneis e impressionantes viadutos incluindo o famoso V13, recentemente citado neste link aqui.  O trecho que passa pelo vale do Rio Guaporé é sem dúvida onde a beleza impera. E ali que os trilhos e dormentes começam a subir a serra, perfurando as montanhas cada vez mais altas, tendo amplas vistas como companhia. A possibilidade de a linha receber um turístico trem de passeio, a exemplo do que ocorre hoje entre Carlos Barbosa e Bento Gonçalves, tem sido levantada para que a paisagem possa ser apreciada com calma e tranquilidade no agradável balanço dos vagões. Mas enquanto o sonho não se realiza, a estrada de chão entre o rio e a ferrovia é uma alternativa para apreciar a exuberante natureza da região, e as imponentes obras de engenharia perfeitamente encaixadas no cenário.

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O aniversário do modelo do Laçador


E ele fez 90 anos. O folclorista Paixão Cortes, para quem não sabe, é a figura masculina que serviu de inspiração à simbólica estátua, que recebe os visitantes nas proximidades do Aeroporto de Porto Alegre. Elaborada em bronze por Antônio Caringi em 1958, foi inicialmente idealizada para presentear paulistas, mas o orgulho falou mais alto e ela acabou por ficar no rincão. O lugar onde está hoje é sua segunda morada, pois foi transferida de um lugar 600 metros mais a frente em 2007, para a construção de um viaduto. O jovem que se dispôs a pousar no auge de seus 30 anos fazia parte de um ousado grupo que vinha mobilizando a sociedade para resgatar o espírito do gaúcho dos pampas. Com a proliferação de filmes estrangeiros nos cinema de um país cada vez mais urbano nos idos dos anos 40, aqueles corajosos estudantes faziam ao seu modo, um bravo enfrentamento a uma incipiente globalização. Seu espírito regional não foi em vão e o movimento tradicionalista ganhou força nas décadas seguintes, capitaneado muitas vezes pelo próprio Paixão Cortes. Que depois de uma vida dedicada a sua gente, declarou pouco antes deste seu recente aniversário que se recolheria a vida privada. Onde poderá descansar, olhando de longe os campos sem fim, ou mesmo os astros do firmamento. Para se encher de orgulho dos seus mais marcantes feitos.

Uma autêntica aldeia germânica


É o que tu encontras em Nova Petrópolis onde é reproduzido o ambiente dos primeiros anos da imigração aqui no sul. Os povos que falavam o alemão (e que formariam a Alemanha a partir da unificação no século XIX) começaram a aportar em terras gaúchas a partir de julho de 1824, e seguiram chegando e se estabelecendo onde imperava a mata nativa. E com persistência e trabalho foram formando os primeiros núcleos urbanos para agregar as famílias que viviam da terra. A igreja como centro, o salão de baile não muito longe, e outras atividades como escola, ferraria, marcenaria vão surgindo para compor uma comunidade que tentava reproduzir na América, o que deixara para trás na Europa. As casas construídas na característica técnica enxaimel perpetuada por estes pioneiros, são cuidadosamente reproduzidas neste ambiente do Parque do Imigrante, que ainda é completado com muito verde no entorno. É possível no local, conhecer todos os ambientes típicos e ainda desfrutar de restaurante, museu histórico e até mesmo foto a moda antiga, onde o viajante pode se caracterizar como se fora um típico imigrante. A pioneira cooperativa de crédito, a casa do pastor e uma mostra de trajes de grupos folclóricos, também merecem uma visita.  Mas o simples andar por entre estas singelas, mas encantadoras casinhas, ou sentar nos bancos de suas alamedas é muito mais do que apreciar a bela arquitetura destas construções. É viver a fascinante experiência de mergulhar neste passado de coragem e crença em um futuro melhor.

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Onde os Bugres ficavam…


Em Santa Maria do Herval, era perto de uma pequena, mas bela cascata. Uma caverna próxima à queda pode ter sido a sala ou o quarto dos que vagavam por esta região, antes da chegada dos alemães que fundaram a comunidade. Um lago em tom esverdeado é formado pelas águas deste afluente do Arroio Cadeia que segue serpenteando a mata, até a zona urbana que fica bem perto dali. Uma boa alternativa para quem está pela serra, e quer sair um pouco do agito de Gramado. O lugar fica a 25 Km de lá e a 79 de Porto Alegre, sendo uma rota alternativa entre a capital gaúcha e o principal destino turístico do estado. E do centro da cidade são apenas 1.500 metros, sendo apenas uma pequena parte de estrada de chão. Também acaba sendo alternativa aos que já ouviram falar na Cascata do Herval, perto dali e bem maior e imponente, mas cujo acesso não é permitido. Ao menos foi isso que verificamos neste inverno de 2017, por meio de avisos no local… Será que não poderia ser mais facilitada a sua visitação?


O Viaduto ferroviário mais alto de todas as Américas

 Que fica em Vespasiano Correa, e está no centro de uma polêmica. E das grandes. Construído em 1978 pelo Exército Brasileiro, o Viaduto 13 possui 143 metros de altura e é o terceiro maior do planeta! Faz parte da belíssima Ferrovia do Trigo que corta com outros menores, mas não menos fantásticos viadutos, e longos e escuros túneis, as montanhas do vale do Rio Guaporé. Como já se sabe, trens são cada vez mais raros pelo sul e por todo o país. Antigas estações abandonadas são retratadas volta e meio por nós, e causam emocionantes recordações aos que já chegaram a melhor idade. De um tempo onde o transporte ferroviário era massivo. Hoje os vagões só carregam cargas, e mesmo assim com poucas encomendas. E é neste cenário que este gigante de concreto, viu crescer outros usos por cima de seus trilhos. Sua magnitude e deslumbrante vista para a serra gaúcha, atrai visitantes dispostos a se aventurar das mais diversas formas não só no seu entorno, mas também por onda passam os comboios. E o conflito se tornou inevitável. No junho deste agitado 2017 (como tem sido quase toda esta década) o fechamento do acesso à parte superior dele, causou comoção aos que passeavam, filmavam e até se atiravam do alto de sua grandiosa estrutura. Foi demais a aventura? Foi radical o fechamento? Perguntas com respostas diferentes de vários lados como sempre. O fato é que muitos o querem. E mais virão, por que não há como frear a comunicação e a internet, afinal é por aqui que conhecemos, informamos e mostramos as inúmeras belezas da nossa terra. Todos nós fazemos isso, então por que não chegarmos a um consenso. Uma organização mínima. Que permita a velha liberdade com responsabilidade, que nossos pais nos ensinaram. Se acertarmos nossos ponteiros entendendo o outro, poderemos avançar mais. Na nossa estada neste começo de julho no local, ficamos sabendo que o diálogo tem avançado entre os interessados e uma nova realidade pode surgir. Mas já fica aqui plantado um sonho de ver, não só mais e mais viventes conhecendo o local, mas quem sabe de presenciar a saída do papel do projeto de trem turístico, que permitirá uma experiência igualmente fantástica…. Por enquanto as fotos do 13, mas ainda tem o vídeo, os outros do caminho, o próprio caminho… E é claro, a parte de cima quando for liberada…

Ainda é Outono na Rota Romântica

O caminho mais belo para ir de Porto Alegre a Gramado! O sinuoso trecho da BR 116 reserva imagens e surpresas de encher os olhos e inspirar o coração. Acompanhada dos famosos plátanos, símbolos da região, o percurso de carro merece ser feito devagar não somente pela necessária precaução, mas também para uma apreciação mais atenta. E é o alaranjado das folhas que ainda estão nas árvores ou que já se esparramaram pelo chão que dão o tom do clima de aconchego que espera o viajante no destino final. As paisagens serranas com montanhas ao fundo são um acréscimo que vai surgindo com a elevação da altitude, principalmente a partir de Ivoti. Esta bela cidade, assim como as outras ao longo do caminho, oferecem aos que não tem pressa de chegar, uma ampla variedade de atrativos que podem surpreender os que estão com as atenções voltadas a serra. Nelas, se descortina a oportunidade inclusive de conhecer mais de perto, a rotina de comunidades criadas por imigrantes germânicos, um traço marcante da cultura do Rio Grande do Sul. Um estado que tem muito mais a mostrar, além de seu principal destino turístico.