A beleza dos Ipês amarelos


Eles estão em várias cidades do sul. Mas também nas estradas. Em Rio Pardo, no caminho à Santa Cruz do Sul, este conjunto de árvores vem emoldurando com a suas flores, a bela paisagem dos campos sem fim. O clima deste fim de inverno favoreceu a intensidade deste espetáculo que traz uma agradável surpresa aos que viajam, ou simplesmente andam pelas ruas com um olhar mais atento. E a primavera ainda nem começou… 


A doma do cavalo em Gramado


No Parque do Gaúcho em Gramado, a tradição e a técnica em tornar o cavalo um companheiro das lides do campo, são mostradas para que se entenda e aprenda um pouco mais das origens do sul. A firmeza, concentração e paciência da atividade são essenciais a quem no fundo quer estabelecer uma relação de confiança. E este envolvimento fica claro na apresentação onde o domador e futuro cavaleiro estabelece com seu parceiro de quatro patas, uma relação de respeito à sua natureza. Utilizado em um passado de lutas, como veículo de combate, em tempos de paz ajudou a forjar os caminhos do campo, na demarcação de limites de terras e na condução do gado que garantiu a sobrevivência de gerações de gaúchos. Trazido das arábias séculos atrás, o cavalo hoje é muito mais do que um companheiro do trabalho campeiro. É um verdadeiro símbolo das gentes que ocuparam a imensidão das planícies do sul…

Gostou da apresentação? Pois tu podes comprar teu ingresso para o Parque Gaúcho e para o Gramado Zoo pelo preço promocional de R$ 55,20 neste link aqui.

A independência do 11 de Setembro


De 1836, quando o General Neto deu vivas à República Rio Grandense. A nova nação que surgia como fruto da revolta iniciada no precursor 20 de Setembro do ano anterior, fez um grupo de pessoas sonhar com a liberdade e autonomia que, segundo sua crença, só uma república poderia dar. Mas o então império verde-amarelo foi mais forte e venceu uma batalha que não contava com a unanimidade dos gaúchos e que durou uma década inteira. O reinado brasileiro seguiu seu rumo, mas acabou cedendo aos ventos republicanos 45 anos depois, com o fim da monarquia em 1889. Mostrando que os ideais propostos na esteira da inicial revolta contra impostos considerados injustos, seguiram fortes nos corações e mentes de muitos. Os que olham os festejos atuais questionando o porquê de celebrar uma batalha perdida poderiam aproveitar para aguçar o olhar e ler as palavras contidas no brasão deste país: “Liberdade, Igualdade, Humanidade”. Será que não são atuais? 

Torres e árvores do sul – IV Cotiporã

Uma série com 4 postagens com torres de igrejas de uma parte da serra gaúcha, acompanhadas de árvores floridas para a primavera, depenadas com o fim do inverno, ou mesmo somente com suas folhas verdes e formas singulares. A Igreja Matriz Nossa Senhora da Saúde erguida em 1907 nesta pequena cidade em ponto alto da região, está muito bem acompanhada. Uma extensa fileira de Ipês amarelos preenche a rua que termina de frente a igreja com esbelta torre à sua direita, formando um cenário encantador. Um espetáculo simplesmente impressionante que surpreendeu este viajante, pois o objetivo principal no lugar era trazer imagens da Cascata dos Marins. Esta joia da imigração italiana que encerra esta séria mostra que há muito, mas muito mais a ser mostrado. E visitado. Venha trilhar caminhos conosco, nos Destinos do Sul. 

Pátria é a casa da gente

Já dizia um personagem de  O Continente (primeira parte da saga O Tempo e o Vento) escrito por Érico Veríssimo. Era o conselho que um pai dava ao filho que queria se juntar as tropas comandadas por um patriota (ao menos na visão dele), na guerra para expulsar os castelhanos do pampa gaúcho há mais de 200 anos atrás. Mas afinal, o que é mesmo pátria? Onde nascemos? Onde somos cidadãos? Lugar do qual gostamos? Símbolos e instituições? A nossa casa, onde constituímos família? A casa da família de onde viemos? Nossas origens? O grupo ao qual pertencemos? Mas qual dos grupos? Qual das origens? O país do passado? O do futuro? O do presente? A parte que nos orgulha? Ou a que nos envergonha? Desenhar a resposta para tantas perguntas é uma tarefa não muito simples. Mas recheada principalmente de sentimentos. A base da busca das nossas razões e argumentos para defender o que julgamos ser nosso. E estes sentimentos, nos fazem ter e ser uma pátria… Aqui mostramos e contamos o sul com nosso olhar, te convidando sempre para seguir as trilhas, caminhos e histórias. Para olhar como quem pertence a algo. E possui muito mais do que imagina. 


Um condomínio indígena


Por que deveriam morar mais do que uma família nesta Caverna em Veranópolis. Um empreendimento amplo em seus mais de 1.800 m2, moldados ao longo de milhões de anos pela natureza da serra gaúcha. A impressionante estrutura é um lugar que deve ser visitado, para entender como era a vida dos que aqui viviam antes da chegada dos europeus. Seu acesso não é difícil, bastando descer alguns degraus de uma escada e percorrer uma trilha leve e plana. Não há ingresso, e um conjunto de lâmpadas que pode ser ascendido na entrada, possibilita penetrar nos seus 67 metros de comprimento. A altura do teto é razoável, e não é uma aventura perigosa apreciar as formações rochosas e o conjunto de passagens e ambientes moldados pela ação milenar da água… O fascínio que um lugar como estes traz, entendendo-se que vidas foram abrigadas, e por que não geradas, gestadas e construídas ali, pode fazer com se reflita mais sobre a nossa saga na superfície deste mundo. E sobre tudo o que temos hoje nestes agitados e modernos tempos…


Os campeões do campo


Da Expointer em Esteio. A tradicional e principal exposição agropecuária do Rio Grande do Sul, mostra todos os anos o que o meio rural tem de melhor. Em um grande parque construído há mais de 40 anos especialmente para receber milhares de visitantes de vários países, a produção primária com seus animais, suas máquinas e tudo o que envolve o setor, se faz presente. E a competição para apontar os mais belos exemplares de diversas raças de animais, acaba por ser o ponto central da grande festa do campo. Das simpáticas ovelhas, aos grandes e imponentes bovinos, passando por cavalos e sua elegância, todos desfilam para atentos jurados a espera de cobiçados prêmios. E da valorização financeira em negócios volumosos entre seus proprietários. Mas é claro que a grandiosidade da feria tem muito mais a mostrar, principalmente no setor de maquinário, e suas modernas tecnologias. Mas é nas fileiras de animais, organizados em espaços destinados à inúmeros criadores, que o cidadão urbano pode se encontrar com o ambiente das fazendas. Que tanto simbolizou, e de alguma forma segue simbolizando, o espírito campeiro enraizado no povo do sul.