Para trazer água de um açude a 300 metros de distância do ponto onde ela seria usada, a ideia foi erguer uma imponente obra em meio aos campos de Candelária. Pois foi o que propôs João Kochenborger, por volta de 1870. Com a ajuda de mão de obra escrava, construiu este interessante aqueduto para trazer a água que movia uma série de empreendimentos de uma indústria incipiente, como descascador de arroz, secador de ervas e engenho de serra. Seus tijolos foram confeccionados e cozidos um a um, para compor uma estrutura de 79 arcos. E a construção resistiu ao tempo muito mais do que o maquinário e hoje pode ser visitada ao lada da casa sede da belíssima propriedade rural. É possível inclusive subir na estrutura e caminha por toda a sua extensão, aproveitando a amplitude de uma paisagem rodeada de morros, incluindo o Morro do Botucaraí que se destaca em meio aos campos. Objetos antigos além de um livro que registra as trocas comerciais e de serviços realizados pelos empreendimentos, fazem parte do acervo de um pequena mostra que funciona nesta casa em estilo português. Também na propriedade é possível visitar o cemitério onde estão sepultados além do próprio João sua esposa Elisabetha Kochenborger e outras parentes desta família, que deixou muito mais do que um legado. Deixou uma marca que impacta e inspira os visitantes, nas belíssimas planícies da região central do Rio Grande do Sul.

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