Um museu na Casa da Neni de Antônio Prado

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Entre as charmosas e históricas casas de madeira de Antônio Prado na serra gaúcha, está uma em frente à praça, que tem além da sua própria história, muitas outras contadas em um rico acervo de antigos objetos. Eles fazem parte do Museu Padre Schio, que homenageia um religioso com passagem pela cidade, e atuante na Comissão Pastoral da Terra dedicada a apoiar os trabalhadores rurais, e seus sindicatos. Na cidade ele rezava missas na Igreja Sagrado Coração de Jesus, bem próximo de onde é o museu, e que demorou seis anos para ficar pronta em 1897. Mas seus sinos somente chegaram em 1911 puxados por carretas, para serem abrigados no campanário finalizado no ano seguinte. A instalação de vitrais e elaboração de pinturas por um artista italiano, completaram este templo que não é a única demonstração de fé da cidade. Uma gruta a poucas quadras dali, oferece um local de contemplação e paz aos que buscam a oração. Mas para chegar até ela é preciso subir uma longa escadaria, exigindo força de vontade aos que a encaram de frente. A vista lá do alto, porém, presenteia os caminhantes com a visão do interessante conjunto de casas antigas… E a casa da Neni é uma delas, que possui inclusive outra relação com a igreja, além do museu em seu interior ter o nome de um padre propagador das ideias de Paulo Freire. Era ali que depois das missas, alguns fiéis orientados por padres antecessores, adquiriam santinhos, terços e outros produtos religiosos. Afinal, foi o que decidiu fazer Joana Magdalena Bocchese, a Neni, depois que seu pai Antônio Bocchese faleceu e deixou como herança, além da casa uma ourivessaria. Por não entender do ramo de joias, Joana resolveu dedicar-se ao comércio em geral, incluindo os produtos religiosos que vendia com a ajuda da “propaganda” do padre… O lugar hoje preserva no museu, a casa comercial na sua parte frontal, além de quartos e outros cômodos da residência como eles eram em outros tempos. Objetos como mesas de uma escola, brinquedos e ferramentas para trabalhar na terra, também ajudam a contar a história desta gente, principalmente os desafios enfrentados pelos imigrantes italianos. Em um dos ambientes há inclusive a reprodução de uma bancada, onde eram fabricados os lambrequins de madeira que enfeitavam e ainda enfeitam as antigas casas da cidade. Em uma demonstração da importância da atividade de marcenaria, que tanto contribuiu para deixar um belo legado arquitetônico, já mostrado por aqui em outros conteúdos. E que merece a valorização e a visitação por todos aqueles que apreciam nosso rico patrimônio histórico…

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