O muro da Mauá faz a homenagem aos 250 anos de Porto Alegre

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Erguido para conter as cheias do Guaíba e eternamente envolvido em polêmica, o muro que corre paralelo à avenida Mauá no centro histórico de Porto Alegre, se enfeitou. E se enfeitou para celebrar uma data importante, que é referenciada em uma das alegorias ali instaladas. Afinal foi em 26 de março de 1772 que ocorreu a instalação em um pequeno povoado, da Freguesia de São Francisco do Porto dos Casais. E quando estamos iniciando neste 2022 a comemoração dos dois séculos e meio de aniversário da nossa capital gaúcha, a trajetória dela é retratada em belos painéis colocados junto ao muro que de certa forma separa a cidade do lago (ou rio como durante anos foi considerado). Mas essa história começa cerca de 20 anos antes desta data com a chegada de casais e seus filhos (e que acabam dando nome à freguesia), na beira do Guaíba para uma parada em sua jornada desde a ilha dos Açores em Portugal. O loca era conhecido por Porto Dorneles, por estar em terras de um sesmeiro também açoriano de nome Jerônimo de Ornelas. Elas se estendiam entre o Rio Gravataí e o Arroio Dilúvio, da futura Ponta da Cadeia (onde hoje está o Gasômetro) até o Morro Santana ao leste onde Ornelas ergueu a sua casa. O destino final deste grupo de cerca de 400 colonos que ali aportaram, seria as Missões Jesuíticas que pelo tratado de Madri de 1750, passariam ao domínio português em troca da Colônia de Sacramento, hoje no Uruguai. Mas a resistência de padres espanhóis e índios guaranis em deixar tudo o que construíram resultando na guerra guarínitica (1753-1756), mudou os planos destas famílias portuguesas que acabaram não seguindo viagem. Um ano depois da criação da freguesia o nome era trocado para Nossa Senhora Madre de Deus de Porto Alegre, quando passa a ser a nova capital da então Capitania de Rio Grande de São Pedro. A troca se deu em função da invasão espanhola na cidade de Rio Grande no sul da capitania em 1763, que fez com que se deslocasse a sede para Viamão e depois para Porto Alegre. Essa movimentação foi realizada pelo então governador Marcelino de Figueiredo que está homenageado com um monumento em frente ao portão principal do cais, onde começa o muro, no canteiro da avenida Sepúlveda. O detalhe é que Manuel Sepúlveda era o nome deste governador, em Portugal antes de vir para o Brasil fugindo de uma condenação. E essa fuga com mudança de nome seria devida ao assassinato de um militar escocês ocorrido em um duelo… Depois de se firmar como capital, Porto Alegre não parou mais de crescer e a trajetória está em parte retratada no muro, com desenhos, pinturas e fotografias antigas colorizadas recentemente, que mostram a cidade de diferentes tamanhos ao longo dos anos e décadas. Uma saga que queremos homenagear não só com este conteúdo, mas com outros mais que queremos te trazer para comemorarmos juntos este marcante aniversário da nossa Porto Alegre!

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