Histórica Pelotas e seus trens, sua saúde e suas águas…

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Desnecessário dizer que a bela cidade de Pelotas no sul do Rio Grande do Sul, nas margens da Lagoa dos Patos, possui um patrimônio histórico riquíssimo. Seus suntuosos prédios públicos e particulares, são fruto de um grande ciclo de desenvolvimento econômico no século XIX, principalmente ligado à produção e comércio do Charque. Ainda mostraremos muito de toda esta riqueza, e aqui separamos três lugares representativos deste momento da cidade. A estação ferroviária é uma delas, e tem íntima relação com a pujança econômica da região por fazer parte de uma linha que ia de Bagé a Rio Grande passando por ali. Era o principal eixo de desenvolvimento da então província, pois representava o gado, o charque e o porto. Nos campos do sul onde fica Bagé embarcavam-se grandes quantidades de cabeças de gado, que eram abatidos nas charqueadas localizadas no Arroio Pelotas. Os pedaços de carne seca ao sol e salgada, pois eram assim que se conservavam e recebiam o nome de charque, eram também colocadas nos vagões para seguir viagem para Rio Grande. De lá o porto da cidade era a saída para as outras províncias e países através do mar… O prédio erguido em 1884 e que fica em frente ao Largo de Portugal, com seu monumento com terras deste país europeu, foi revitalizado em 2014 e hoje abriga órgãos ligados a prefeitura.  E a saúde econômica passou necessariamente pela saúde dos que habitaram por ali, principalmente dos combalidos combatentes da Revolução Farroupilha terminada em 1845. Porque é no pós-guerra dos gaúchos que se cria a Santa Casa de Misericórdia pelotense em 1847. O imponente edifício que abriga esta mais do que secular instituição, hoje ocupa uma quadra inteira não muito longe dos trilhos do trem. Sendo ampliada com o esforço da comunidade em várias etapas ao longo dos anos, tem como destaque da sua arquitetura, a Capela Nossa Senhora Mãe dos Homens que só foi concluída em 1884. No momento em que as obras se encerraram, já se avistava na sua frente, na praça que depois receberia o nome de Piratinino de Almeida, um interessante e importante estrutura que também já contribuía para a saúde da população. Desde 1871, existia ali um reservatório para distribuição de água para a porção central de uma cidade que não parava de crescer. Como um primeiro investimento da Companhia Hydraulica Pelotense, a estrutura foi adquirida de uma empresa escocesa com suas peças metálicas sendo trazidas de navio, acompanhadas do engenheiro que coordenaria a sua montagem em solo brasileiro. Até hoje é imponente na sua capacidade de armazenamento de um milhão e meio de litros, sustentados por 45 colunas de ferro de uma estrutura de 25 metros de diâmetro e um total de 8 de altura. Com belíssimas formas, a sua cúpula com traços orientais já teria sido utilizada inclusive como mirante. Revitalizada na última década, segue distribuindo água e encantando os que passeiam pelas alamedas arborizadas da praça. Em um verdadeiro testemunho, ao lado do prédio da Santa Casa, das preocupações com a saúde das gentes por parte dos que vieram antes de nós. E que o fizeram enquanto giravam a economia, muitas vezes com a ajuda dos trilhos do trem, erguendo casas e palacetes. Mas principalmente alimentando os seus sonhos de prosperidade…

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