A Alfândega de Rio Grande e seus vizinhos.

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No coração da cidade de Rio Grande nas margens da ligação da Lagoas dos Patos com o mar, um imponente e amplo prédio centraliza um lugar especial. Com suas grandes portas e janelas que se distribuem em uma quadra inteira, a Alfândega erguida em 1879 por ordem de Dom Pedro II, é acompanhada do Mercado Público, de uma praça com interessantes detalhes além de uma parte do porto ali do outro lado da rua. E ainda há mais na região central, que terão que ficar para outros conteúdos… Também situado próximo as águas o Mercado Público foi erguido em 1863 e pode-se dizer que é uma porta de entrada da cidade em uma espécie de ligação entre as águas e a terra. Com seu característico estilo lusitano é um lugar onde se comercializa não só o que é plantado ou fabricado em terras daqui ou de locais distantes, mas também o que é retirado das águas doces e salgadas, que bem na frente fazem seu encontro… Mas é o prédio da Alfândega que rouba a cena com suas torres e belos detalhes ornamentais. Com o objetivo de ser um lugar onde se fiscaliza a atividade econômica, suas instalações ainda se prestam a isso, sendo ocupadas por escritórios da Receita Federal. Revitalizado em fins do século passado, recebe ainda um Museu Municipal que nestes tempos de pandemia, infelizmente estava fechado… Ficamos nos sentindo convidados a voltar outras vezes, inclusive para apreciar com mais calma não só o seu acervo, mas também belos detalhes da Praça Xavier Ferreira, sua vizinha. O Chafariz das Três Graças importado da França que está em seu centro e faz referência as três filhas de Vênus, bem como o seu entorno, estavam sendo limpos e conservados por uma dedicada equipe, neste setembro de 2021. O espaço inaugurado para comemorar o centenário da Revolução Farroupilha em 1935 possui também uma coluna esculpida em mármore trazida da Itália que homenageia a libertação dos escravos. Mas o que nos encantou mesmo foi o espelho d’água que reflete o prédio da Alfândega no lado leste do lugar, proporcionando belas imagens. Nele duas interessantes estátuas de guris de calças curtas, bonés e suspensórios, também despertam a curiosidade. Elas foram revitalizadas em 2019 a tempo de Gelci Azevedo, nos seus experientes 88 anos, presenciar o ato. Afinal foi ele que serviu de modelo vivo nos idos dos anos 1940, para o escultor italiano Matteo Tonietti conceber o menino que usa uma atiradeira. Seu Gelci nos deixou, pelo que soubemos, poucos meses depois desta reinauguração, mas a sua infância foi imortalizada em uma obra que retrata uma época e uma cultura. Que tem tanto significado quanto as estruturas e outras homenagens que lhe fazem companhia, nesta cidade que tem muito mais a mostrar…

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