A História da Noiva que morreu na Igreja São Francisco

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Uma das igrejas da histórica cidade gaúcha de Rio Pardo, possui mais de duzentos anos de história, um museu e uma interessante tradição ligada às noivas. Em homenagem a São Francisco de Assis, ao que se sabe teve a construção iniciada em 1785, com a inauguração acontecendo por volta de 1812.

E um templo com essa trajetória, só podia ser o local escolhido por Biagio Tarantino, para ser instalado em 1975 o primeiro Museu de Arte Sacra do Rio Grande do Sul. Seu rico acervo está em boa parte relacionado a imagens de origem missioneira, em madeira policromada, ou seja, com várias cores, que teriam sido produzidas por índios das missões jesuítas. Também neste local, se pode passear em meio a outros objetos utilizados em missas de outros tempos, como algumas antigas Bíblias escritas em latim.

É no corpo da igreja, porém que estão destacados um conjunto de imagens de Jesus em sua via sacra. Com rico detalhes que ressaltam seus momentos de sofrimento, as imagens de tamanho natural foram confeccionadas em madeira, possuindo olhos em vidro… Sua origem é incerta, mas provavelmente tenham vindo de Portugal, ainda no século XVIII…

Mas há uma outra imagem que é emblemática neste lugar, a de Nossa Senhora da Boa Morte, também em tamanho natural. Deitada dentro de uma vitrine de vidro, ela está vestida de noiva, com as mãos sobre o seu peito em oração. A roupa teria sido fruto da doação da mãe de uma moça, em troca de uma graça atendida pela santa, mesmo a moça tendo morrido na porta da igreja.

O que se diz, com algumas variações e alguns acreditando se tratar apenas de mais uma lenda da cidade, é que uma moça havia se apaixonado por um jovem soldado que servia em Rio Pardo. O moço, porém, não parecia ter muitas posses e o influente pai da donzela providenciou para que o pretendente fosse transferido, e que se providenciasse o casamento que já havia arranjado com outro noivo… Uma ousada greve de fome foi então iniciada pela jovem de coração partido, debilitando-a, até a situação se tornar insustentável fazendo o pai mudar de ideia.

O casamento por amor então foi marcado, mas temendo o pior, a troca de alianças ocorreu na porta da igreja. E tão logo foi encerrada a cerimônia, a noiva já muito fraca encontra a morte nos baços de seu amor. Ao cumprir então a promessa da filha, e doar o vestido, sua mão acaba por iniciar uma tradição que segue nos dias de hoje. Em uma sala ao lado do museu, há um conjunto de vestidos doados por outras noivas em troca da promessa de se casar com o amor de suas vidas…

Muito mais do que um antigo templo, esta igreja com todo este encantamento, é um lugar que merece uma consideração especial por quem a visita. Afinal, histórias de amor que romperam com barreiras da tradição e da praticidade de casamentos forjados pelos pais, são e sempre serão inspiradoras. Mesmo que este amor tenha pagado o preço mais alto de todos… A própria vida!

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