Uma das grandes cidades da região do planalto do Rio Grande do Sul, é também herdeira de um dos sete povos missioneiros, que fizeram história na América do Sul. Erguida a partir da missão de Santo Ângelo Custodio fundada pelo padre belga Diogo de Haze em 1706, a cidade ainda tem a religião católica como centro de seu patrimônio histórico. Afinal, a Catedral Angelopolitana em frente a praça Pinheiro Machado é o principal ícone da cidade, e sua arquitetura é inspirada no projeto da primeira capela erguida na redução. O projeto da Companhia de Jesus que visava catequisar índios, espalhou 30 comunidades no coração do continente americano entre os séculos XVII e XVIII, estabelecendo 7 delas onde hoje é solo gaúcho. Os trinta povos estão devidamente nomeados em pórticos enfileirados na praça, com o mais próximo da igreja fazendo referência ao que ali existiu, e último a ser fundado. Também próximo à praça, bastando atravessar a rua, se pode conhecer mais dessa história no Museu Municipal José Olavo Machado. Seu rico acervo, inclui uma maquete que mostra como era a urbanidade desta experiência civilizatória que já comentamos por aqui em conteúdo relacionado às ruínas de São Miguel. Ouros objetos também encantam por dar mostras da relevância deste projeto que mesclou arte sacra, com traços da cultura guarani. Mas é na catedral que a história parece pulsar, mesmo que o atual templo tenha sido o terceiro a ser erguido ali. Isto por que o primeiro assim com todo o projeto, foi atacado a partir da Guerra Guaranítica nos anos 1750, e posteriormente abandonado ao longo de décadas. Uma nova construção (inclusive de menor porte) que a substituiu ficou pronta em 1888 e finalmente esta terceira que resgata traços da original começou a ser edificada no século XX. E a sua história seguiu sendo contada em várias etapas por que só ficou parcialmente pronta nos anos 1950, e suas duas torres foram finalizadas somente em 1971… Nos anos 1990 novas referências a saga de padres e índios foram feitas, com polêmicas pinturas de nativos semi-nus vivendo com jesuítas, que muitas vezes eram tapadas em cerimônias religiosas… O desconforto de boa parte dos fiéis, foi finalmente encerrado com uma nova pintura, (após acordo com o artista), realizada na reforma de 2008… Também neste século em 2006, escavações trouxeram à tona novas descobertas de parte da antiga estrutura hoje expostas na lateral da igreja. Mas há outras histórias e lugares na cidade, com incríveis trajetórias de outros séculos. O museu que conta a saga de Luis Carlos Prestes e sua marcante caravana (ou coluna), realizada nos anos 1930 a partir da cidade, fica na antiga estação ferroviária da cidade. Mas neste 2021, quando por lá passamos estava fechado, ficando o convite para voltarmos e contar mais histórias desta joia da fantástica região missioneira…

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