Lagoa do Violão, sua lenda e suas surpresas

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No coração da praia de Torres no extremo norte do litoral gaúcho, um verdadeiro oásis em meio a ruas, casas e prédios recebe os que passeiam por ali com belos recantos e paisagens. Além de algumas surpresas, pincipalmente da sua fauna, e uma mágica história…

Nas margens gramadas da estrutura urbana que separa o espelho d´água do entorno, é comum se deparar com a elegância de uma garça- branca-grande. Seu bico longo em tom amarelado, a difere da garça-branca-pequena muito parecida, mas com bico preto, e que é bastante comum na beira da praia. A lhe fazerem companhia e aglomeradas próximas a passarela que cruza por cima da água, encontramos também um grupo de tartarugas colocando vez que outra o pescoço para fora… Em placa explicativa ali perto, há a informação que são três espécies que habitam o local. Como não podia deixar de ser, pássaros também se fazem presentes além de outras aves de porte, como os biguás e seus por vezes longos mergulhos em busca de comida…

Mas o que nos surpreendeu realmente foi a presença de uma lontra, deslizando pela superfície enquanto comia, para depois desaparecer em direção ao fundo… Uma riqueza de espécies que com certeza deve ser maior do que descrevemos nestas poucas palavras, e que faz da água a sua morada…

E a origem destas águas muitas vezes é explicada por uma romântica lenda… Que começa com o naufrágio de um navio espanhol ao encontrar as pedras da Ilhas dos Lobos, 2 km a frente da praia. A tragédia marítima destes exploradores que junto com portugueses buscavam a conquista destas terras, deixou apenas um único sobrevivente. Que teria chegado até onde hoje é a Praia da Cal agarrado ao seu violão, para ser encontrado por índios que já habitavam estas terras muito antes da chegada dos veranistas… Acolhido pela tribo, rapidamente conquistou a amizade desta gente, principalmente por suas qualidades de cantor e tocador de viola. Suas apresentações que encantavam a todos, lhe rendeu o nome de Puaiara, ou aquele que tem a música em tupi-guarani, e lhe trouxe mais. A jovem Ocarapati, se encheu de amores pelo habilidoso forasteiro, o que parece não ter agradado seu pai, cacique da tribo…

E ao temer o romance daquele que veio do mar com a sua flor silvestre, significado do nome da filha, ou mesmo uma maior influência deste sobre sua gente, decidiu dar um basta. Condenou o artista a morte, quem sabe alegando algum crime, ou invocando um ritual sagrado… Seu corpo foi então incinerado e as cinzas transformadas em uma pasta que todos da tribo ingeriram, acreditando que podiam absorver as suas habilidades musicais. Com o coração dilacerado, Ocarapati fugiu então com o instrumento de seu amado até o alto de um morro junto a um cemitério, onde anos mais tarde seria erguido um farol para ajudar a evitar novos naufrágios. E ali, sozinha e distante de todos, derramou por dias e noites até o fim de sua vida, tristes e abundantes lágrimas, pela trágica perda de seu amado. E tantas foram que acabaram por criar uma grande lagoa, cujo formato não podia ser outro do que o de um grande violão… Que obviamente dá nome a este lugar encantado com sua lenda fascinante que diz um pouco sobre o marcante encontro de civilizações que ocorreu em todo o nosso continente a séculos atrás…

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