Caxias do Sul em 1885 – Réplicas de um começo

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Se estabelecer no então Campo dos Bugres após a árdua subida da serra, era o que fizeram os imigrantes italianos que começavam a chegar no Rio Grande do Sul a partir de 1875. Com a madeira das árvores que derrubaram muitas vezes em um trabalho colaborativo, ergueram as casas que formariam um incipiente núcleo urbano.

E esta formação inicial está de certa forma reproduzida no Parque da Festa da Uva em Caxias do Sul, onde se pode imaginar como era esta importante cidade da Serra Gaúcha, hoje com cerca de meio milhão de habitantes, em 1885. Estas singelas reproduções são ocupadas principalmente no período da festa, com museus, lojas de artesanatos e empreendimentos comerciais e gastronômicos. Mas em outras épocas do ano, se pode caminhar ao lado delas para entrar no clima daqueles tempos desafiadores, afinal o parque é uma grande área verde regularmente frequentado pela comunidade local. É interessante observar que as primeiras casas mais perto do pórtico que indica a data histórica, são de arquitetura mais simples de porta e janela… E ao longo do trajeto mais perto da esquina onde se dobra para seguir acompanhando-as, vão ganhando mais detalhes, como que a demonstrar a evolução econômica de quem as habitava. Característica básica desta corrente migratória, belos enfeites de madeira enfileirados nas beiradas conhecidos por lambrequins, se destacam nestas bem elaboradas réplicas.

No ponto mais alto da trajetória, porém, está o que era o centro da comunidade. A igreja também em madeira é acompanhada de um campanário onde no alto o sino anuncia as celebrações religiosas. Além também avisar a todos, quem morreu, ou se casou. Um coreto ao lado completa este ponto alto que parece olhar longe, em direção ao futuro… Afinal, dali se contempla uma vista dos modernos prédios que mostram o quanto aquela pequena vila de tempos passados, cresceu…

O ambiente emblemático se completa com imponentes exemplares de Araucárias, uma árvore que além de fornecer o pinhão para noites de inverno perto do fogo, é um símbolo da região. Muitas delas, é verdade, foram ao chão para se transformar nestes primeiros abrigos, alguns deles ainda resistentes ao tempo. Algo que, no entanto, mudou nos últimos tempos, não só com o uso de outros materiais, como da adoção de recentes restrições ao corte desta espécie nativa. Atitude tomada para evitar seu desaparecimento por completo desta serra, que recebeu quem atravessou o oceano no rumo do novo mundo.

Uma gente que disputou, com os que já habitavam o lugar e a quem eles chamavam de bugres (daí o nome do “campo”), os espaços e os recursos. Numa epopeia de sobrevivência, que não foi sem suor ou sem dor. Mas que resultou em amplas plantações, e nas grandes e modernas cidades que hoje se espalham por esta bela região…

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