Surpresas do interior de Guaporé – Antiga Escola, Igreja e Moinho

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Na serra gaúcha, Guaporé é mais uma cidade que nos desvendou algo que vale a pena ser valorizado… Conhecida como polo de moda feminina, sua zona rural nos presenteou além de belas paisagens de outono, pérolas dos primeiros anos da imigração italiana.

Recentemente restaurados, dois prédios da Linha São Roque Colombo encantam pela sua singeleza e por seu significado… A antiga escolinha municipal José Alberto Lucatelli, levou em outros tempos, o conhecimento as gentes que ainda tinham acesso precário ao transporte até a cidade. Mesmo quando se estava chegando nos anos 1960 do homem na lua… Por iniciativa do governo do Rio Grande do Sul, este tipo de escola se espalhou por onde havia alguém trabalhando a terra para sustentar seus filhos, com seu característico padrão construtivo em madeira. Elas ganharam inclusive o apelido de Brizoletas em homenagem a Leonel Brizola, governador gaúcha à época, do Rio de Janeiro nos anos 1980 (depois da volta de seu exílio) e candidato a presidente por duas vezes… O prédio em questão está como novo, com uma coloração vibrante e há planos de se estabelecer ali um pequeno museu…

O outro que completa o dueto é uma pequena capela igualmente de madeira, mas com 120 anos de idade, em homenagem a São Roque. Bem ao lado da escola e com espaço para não mais do que 30 pessoas, deve ter presenciado importantes acontecimentos da vida daquela gente. A porta aberta nos convidou a entrar e apreciar esta relíquia com o devido cuidado e respeito. Respeito a fé, a sua trajetória e principalmente a sua manutenção, incluindo belas flores ao lado da escada… E ali sentado em frente para gravar um vídeo, pudemos apreciar a imensidão da paisagem, onde a serra começa a ceder espaço para os campos e suas araucárias…

As construções de madeira se completam com um ícone da atividade econômica deste entorno, durante décadas. O Moinho da família Ortolan a alguns metros da igreja e da escola, data de 1879 quando foi erguido pelo imigrante italiano Luigi Zuchi, e que poucos anos depois vendou a família que segue mantendo o espaço. Como acontecia com inúmeros empreendimentos, deste tipo na região uma roda de madeira embalada por uma corrente de água vinda do morro, movia as engrenagens. Esta antiga estrutura não está mais lá, mas a água movimenta uma turbina, que gera energia elétrica para a residência tornando-a auto-suficiente. Os equipamentos que moíam trigo e milho, incluindo um importado da Alemanha, não funcionam mais, mas seguem a disposição para conhecer estes tempos passados. Segundo comentado pelos herdeiros do patrimônio, em tempos de seco havia inclusive um motor semelhante a uma maria fumaça, para seguir fornecendo energia… Substituindo a água em queda pela lenha queimada…

Os tempos foram mudando as gerações passando, e hoje a família Ortolan se dedica ao cultivo de flores como atividade econômica principal. Mas o velho moinho que está a quatro gerações com eles, está ainda lá como testemunho de uma história de trabalho e desenvolvimento econômico. Dando sua contribuição, para o progresso de um povo, que além produzir, também teve fé e buscou o conhecimento. Na eterna luta para ter uma vida melhor, e para deixar um legado…

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