Uma cidade conhecida como a capital do doce, merece um museu dedicado somente a esta tentação gastronômica. E é em frente à Praça Coronel Pedro Osório em meio a um patrimônio imponente, que a casa erguida para servir de morada a Francisco Antunes Maciel em 1878, abriga hoje o Museu do Doce, gerido pela Universidade Federal de Pelotas. Os detalhes arquitetônicos deste palacete, fazem dele um dos mais importantes exemplares desta época, e a casa em si teria até mesmo que ser explorada em um conteúdo à parte.

E foi a produção de charque, carne salgada para alimentar sobretudo escravos do centro do país, o gerador da fortuna da família formada por este influente homem, sua mulher e três filhos. Os navios que levavam esta riqueza Brasil acima, voltavam também cheios com outro importante produto, o açúcar. E é com ele que os doces começam a se expandir de várias formas na sociedade pelotense.

A história mostrada neste interessantíssimo museu, começa com receitas de origem portuguesa, incrementadas com influências africanas dos escravizados. Os doces onde imperam ovos, leite, farinha e muitas vezes o coco, eram iguarias oferecidas nas reuniões sociais, como as que deveria ocorrer ali mesmo no casarão. Amostras destes doces estão ali expostas como também, belos pelotins, papéis picotados a mão, para enfeitar quindins e fios de ovos… A apreciação cresceu com o tempo e a oportunidade de negócio surgiu, com a implantação de grandes confeitarias na cidade, em ambientes para mais pessoas se encontrarem e se deliciarem.  

Mas a tradição doceira não para por aí. A presença de imigrantes franceses, italianos, alemães e mais portugueses, fez com que a produção de frutas surgisse de forma mais intensa, e o açúcar era o conservante ideal. Pequenas produções familiares com rudimentares equipamentos para fabricação de doces de pêssego, laranja, figo, entre outros, mostrados em outra das salas, começam surgir na zona rural. E com a prosperidade veio a modernidade da produção em série, embalada em latas com o nome das famílias transformados em marcas. Em uma prateleira da mostra estão réplicas destas embalagens, onde a história de cada um está também escrita para que se conheça suas trajetórias particulares…

Uma grande viagem em um ambiente repleto de história, que ainda serve como centro de restauro e preservação de peças históricas, pois é de uso de um departamento da universidade. Neste 2022 estava em processo de restauro uma icônica obra de arte “Alegoria, Sentido e Espírito da Revolução Farroupilha” mostrando-se inclusive as técnicas utilizadas, em uma verdadeira aula desta atividade…

E junto a este ambiente histórico, o piso, as paredes e o teto de cada cômodo mostram ainda um conjunto de detalhes que merece a apreciação mais calma, pois também proporcionam um espetáculo único. Provando que um patrimônio bem preservado é uma fonte inesgotável de informação, riqueza cultural e muita beleza estética…

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