Na península que separa o mar do litoral gaúcho e a Lagoa dos Patos, uma pequena cidade faz parte de uma região de amplas e belas paisagens. E no seu núcleo urbano principal se encontram relíquias do nosso patrimônio histórico, que contam um pouco da trajetória daqueles que vieram de dois continentes do outro lado do oceano.

A história da ocupação por europeus na região é antiga e o primeiro registro seria a presença de um posto de vigilância militar chamado “Guarda de Mustardas”. Assim mesmo grafado com “u” até o começo do século XX, quando passou a se chamar Mostardas. A versão mais aceita diz que era esse o nome dado a trincheiras de guerra portuguesas, cobertas por taquara e juncos, e camufladas com a planta de que dá origem ao famoso condimento até hoje utilizado. Isto porque elas custavam a murchar e secar, dando sempre a aparência de terem crescido ali…

Foi, no entanto, a partir da chegada de portugueses da Ilha Açoriana de Picos que a freguesia é fundada em 18 de janeiro de 1773, completando assim 250 anos, alguns dias depois de termos escritos estas palavras… Nesta ilha do famoso arquipélago fica o ponto mais alto do território português, mas seus habitantes ocupam uma área correspondente a um quarto do território hoje ocupado pelo município gaúcho emancipado nos anos 1960. A pequena capela que centraliza até hoje a cidade, ficou pronta no dezembro deste mesmo ano de 1773, e é uma das cinco neste estilo barroco desta época no Brasil. Ela faz homenagem a São Luiz Rei de França, e é do país deste rei que veio o seu belo altar esculpido em madeira, instalado ali em 1817…

Ao lado do histórico prédio, o patrimônio se enriquece ainda mais com o trecho de uma rua restrita à pedestres, preenchido por um colorido conjunto de casas mais do que centenárias. A maioria delas está bem preservada e segue sendo utilizada para atividades comerciais e moradia, no que é chamado de Calçadão Chico Pedro. Nome dado em referência a dono de um antigo armazém do lugar….

É claro que a cidade tem mais a oferecer com seu vasto e pouco habitado litoral marítimo e da Lagoa dos Patos, conhecida como mar de dentro. Seus isolados faróis para navegantes tanto das águas doces quanto salgadas, são uma atração à parte e rendem belas visuais aos mais aventureiros. Em outros conteúdos falamos de alguns deles, mas ainda precisamos mostrar mais…

E esta geografia privilegiada está representada em um painel com um simpático desenho na praça principal. Em cima dele é destacado que se está em uma cidade afro-açoriana, pois depois do estabelecimento dos que vieram das ilhas, chegaram os africanos na condição de escravizados, para ajudar a erguer esta comunidade. Alguns deles, inclusive formaram quilombos até hoje habitado por seus descendentes… As culturas e festejos destes dois povos que tanto marcaram não só esta região, mas todo o Rio Grande do Sul, são relevantes na cidade e mereceriam um conteúdo à parte…

Ao se aventurar nesta porção mais desértica do litoral gaúcho, se pode ter a experiência fascinante de se impactar com a amplitude de praias que parecem não ter fim. Mas também conhecer a trajetória dos primeiros habitantes de além-mar, que constituíram ali, uma nova vida distante da sua terra natal…

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